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| Motivação baseada em contracheque pode ocasionar a criação de zumbis corporativos! |
A frase pode parecer surreal, mas estive pensando em tudo que aprendi como programadora e depois, como gerente de projetos, no que aprendi nos cursos de liderança,
gestão de conflitos, nos livros que li e pessoas com quem conversei. Me lembro de uma pesquisa que fiz em uma falecida empresa de e-commerce há anos atrás com os recursos da minha primeira
equipe, para saber o que os motivava.
Partiram daí os cursos que fiz, e muitos outros trabalhos neste sentido. Aprendi o que era uma dinâmica de grupo (muitos acham que sabem, mas não sabem mesmo já tendo participado de alguma), aprendi que o trabalho motivacional não é uma coisa simples e fácil.
Aprendi ainda que é complicado motivar a massa, uma vez que cada indivíduo é único, tem seus próprios problemas, suas moléstias e seu jeito próprio de trabalhar ou de encarar a vida.
Eu como novata no gerenciamento de projetos e equipes na época, quis saber e aprender formas de motivar a equipe, ou seja, trazê-la para "o meu lado".
É um assunto complexo, quando se trata de pessoas.
Perguntadas sobre o que lhes faria ter mais ânimo, disposição e motivação, as respostas não giravam em torno específicamente de dinheiro, o que pra mim foi uma surpresa, mas nem tanto.
Me lembro de uma época há quase 10 anos, em que eu trabalhava como programadora em uma agência de publicidade, e que meu ânimo foi decaindo conforme a empresa era burocratizada. Novas gerências, novos gestores
sem o menor tato com os membros da equipe, e novas regras implantadas agressivamente sem o menor planejamento.
Dez minutos de atraso, eram praticamente inadmissíveis e por vezes vi funcionários serem mandados de volta pra casa por terem chegado atrasados. Parecia que estávamos no jardim de infância.
Nesta época, minha maior motivação seria: não peguem tanto no pé com horários! Ou seja, eu não queria dinheiro, somente não ficar desesperada quando estava atrasada. Sair de casa assim, já acaba com seu dia,
pois você sabe que vai tomar bronca ou ter de voltar pra casa. Imagina trabalhar assim...
Então nesta pesquisa, imaginei que as pessoas tivessem opiniões parecidas com a que eu tinha e a minha surpresa maior foi saber que nem tanto ao céu, nem tanto a terra, o que o pessoal queria mesmo, era sossego.
Dentre as questões mais levantadas, estavam:
- Horários flexíveis
- Banco de horas para ser usado como dia de folga em caso de necessidade
- Viagens
- Auxílios como: cesta básica, plano de saúde familiar, auxílio farmácia e outros
- Uma boa infra-estrutura para trabalhar (bom computador, uma máquina de café, uma mesa decente, ar condicionado, etc)
- Férias (parece bobagem, mas para os terceiros que pela lei não tem direito à férias, uma semanina faz toda diferença. Por sorte muitas empresas estão adotando a "semana de folga" para os terceiros, o que os motiva muito)
- Bonificações em dinheiro, claro
Existem inúmeras formas de se obter a motivação da equipe. É importante identificar o que motivaria aquela pessoa em especial. Nem sempre o que é bom pra um, é para todos.
E as vezes nem mesmo o dinheiro compra a felicidade corporativa de um indivíduo. Um dos maiores erros dos gerentes de projetos, coordenadores, etc, é tratar os membros da equipe, como "recursos". São recursos, mas acima disso,
são pessoas. E pessoas tem necessidades, preferências, manias, etc.
Nem sempre é o contra-cheque o melhor meio de conseguir ânimo, motivação e colaboração da equipe. Por dinheiro, você pode até criar robôs programados
para executarem tarefas, mas certamente não irá criar membros que possuam uma saudável competitividade entre si, e acima de tudo, que sejam confiáveis, uma vez que, se o bônus acabar, o recurso poderá ir embora junto com ele.
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Flávia, acompanho os feeds do seu site pelo Google e nunca havia postado um comentário, mas dessa vez decidi postar, dada a importância do assunto que você abordou neste
post em seu site.
Fiquei imensamente feliz em saber que pessoas que gerem pessoas, como você faz, estão atualmente tomando consciência da importância de outros meios de
motivar os profissionais das suas equipes. Em meu caso, meu maior problema mora no fato de que sou terceiro, não tenho férias (como você bem colocou no seu texto)
e isso as vezes me chateia pelo fato de não poder por muitas vezes passar o natal ou ano novo em viagens com minha família. Claro que sei que optei por trabalhar assim
pelo quesito monetário, mas acho que uma semana de folga não custa tanto ao patrão, sendo que na maioria das vezes nesta época do ano, ficamos sem fazer nada na empresa.
Mas tudo bem, quero deixar aqui registrado meu muito obrigado e que outras pessoas se conscientizem disso como você! Um Abraço Aurélio
Postado por: Aurélio Matoso - @@@@inmatoso@gmail.com => em 21/07/2009 - IP: 201.6.232.96
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Aurélio, a maior parte dos gestores está mais preocupado em mostrar trabalho, mesmo que para isso tenha de passar por cima de todos os membros da equipe. Mas é preciso lembrar que sem a equipe, não é possível mostrar este trabalho, uma vez que sem ela, ele não sai. Ainda Acho fantástico conhecer novas formas de motivação e até mesmo de agregamento de valores às equipes. É um assunto que pretendo abordar mais vezes aqui. Abraço
Postado por Flavinha em 22/07/2009 |
Eu ainda prefiro money
Postado por: Eumesmo - @@@@ => em 21/07/2009 - IP: 189.62.36.298
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O que é claro, é uma opção sua. Abraço!
Postado por Flavinha em 05/08/2009 |
É Flávia, trabalhar com pessoas realmente não é uma tarefa fácil. Eu mesmo não tenho talento pra isso, acho que vou ser programador o resto da vida hehehehe Abraços!
Postado por: Marcel - @@@@l_micollis@hotmail.com => em 22/07/2009 - IP:
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Realmente, há alguns trabalhos que são bem mais complicados, mas veja pelo lado positivo, tem gente que trabalha em coisas muito piores e é feliz. :)
Postado por Flavinha em 22/07/2009 |
Gostei de receber na minha caixa de e-mail o aviso da resposta.
Esse post também ficou muito bom e expressou muito do que penso. Fico muito feliz de ver pessoas com a cabeça mais aberta, mais conscientes...
Aqui no trabalho é uma maravilha, tratamento é excelente, e isso é muito importante para a criatividade, inspiração etc.
A melhor recompensa de todas, sempre, é a qualidade de vida!
Postado por: Daniel - @@@@n7@hotmail.com => em 22/07/2009 - IP: 187.12.195.238
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Obrigada Daniel. Realmente é preciso ser consciente para acompanhar a evolução das pessoas, do desenvolvimento do trabalho e ainda por cima, da equipe com um todo. Todos ganham, a empresa lucra e assim se evolui. E claro que com a evolução pessoal, profissional, financeira e etc, a qualidade de vida de todos melhora muito! Abraços!
Postado por Flavinha em 05/08/2009 |
Vc é muito bonita !!!!
Postado por: Alex - @@@@ernandes@gmail.com => em 25/07/2009 - IP: 201.67.39.218
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Postado por Flavinha em 05/08/2009 |
Gostei do seu texto, alguns meses atrás fui dispensado de uma empresa, que alegou que eu estava desmotivado.
E acho isso um absurdo pq 90% dos funcionários desmotivados a culpa é da empresa e não do funcionário.
Mas infelizmente ainda existem muitas empresas que pensam o contrario.
Postado por: Mauricio - @@@@uol.com.br => em 04/08/2009 - IP: 201.6.243.44
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Então Mauricio, mas veja bem, porque a culpa não poderia ser sua? Você fez alguma coisa pra resolver? Se não, metade da culpa é sua. As empresas tem sim sua parcela de culpa, mas estar desmotivado, reclamando de um emprego meia-boca, de fazer coisas que detesta e ficar de braços cruzados, é cômodo, mas não resolve. Abraços!
Postado por Flavinha em 05/08/2009 |
Trabalhar com pessoas não seria tão fascinante se não fosse tão desafiador. Não concebo um bom gestor de equipes que não goste de se envolver, de "meter a mão na massa" (com todo respeito).
É mais ou menos como a vida de programador: tem que gostar de desafios, não pode se 'michar' pras primeiras dificuldades que aparecem.
Peão de longa data, eu chamaria a atenção para um outro ponto: O gestor da equipe também precisa se sentir motivado. O que eu já vi de chefe desmotivado que trabalha louco pra que chegue logo a sexta-feira... e que quer que a equipe dê o sangue, não tá no gibi.
Este aí pode mandar a equipe engolir VHS atrás de VHS do Marins Filho, que ele não vai conseguir o que quer nunca.
Postado por: Elias Praciano - @@@@praciano@gmail.com => em 11/08/2009 - IP: 200.217.163.56
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Então Elias, na verdade eu acho que gostar do que faz é o princípio absoluto de tudo. Eu por exemplo, me auto motivo diariamente fazendo aquilo que eu gosto, sendo bem paga por isso e recebendo diariamente diversos feedbacks do meu trabalho (seja ele colaborativo para a comunidade ou o que faço para ganhar dinheiro, não importa). Isentando um pouco a empresa e / ou contratador, acho que as pessoas, todas elas, sejam os gestores ou os recursos, tem de aprender a não precisarem constantemente de babá aplaudindo seu trabalho para se sentirem felizes. ;)
Postado por Flavinha em 01/09/2009 |
Quando olhamos para nós e vemos os trabalhos realizados e o resultado positivo do mesmo (e não os elogios, afinal, quem é bom é mesmo não precisa as pessoas dizerem), a motivação de fazer outras coisas chega sem fazer força. Por isso somos culpados em 50% no caso de demissão. Eu me motivo desta forma, enxergando as possibilidades e vendo os resultados que são consequências de um bom trabalho. Mas o que me desmotiva é quando no momento de receber alguma promoção, ela vai para geladeira e daí é contratada outra pessoa para assumir o seu lugar. Às vezes passa por minha cabeça até mesmo que é necessário maior empenho, mas enfim... Lidar com pessoas é uma arte.
Postado por: Ronaldo - @@@@cantara@bol.com.br => em 04/09/2009 - IP: 200.222.65.81
Quando nos motivamos? Quando olhamos os resultados de trabalhos executados com sucesso. Quando perdemos esta motivação (50% de culpa de demissões)? Quando olhamos para os outros e esquecemos que podemos superar expectativas. Às vezes não acontece bem assim... Quando somos bem-sucedidos, quando temos excelente conceito e não temos nenhum incentivo e a empresa não pensa em nós para uma promoção para ter uma melhoria em salários e benefícios, aí é hora de dizer tchau? Nããão! Pelo contrário, é hora de auto-avaliação. O que será que faltou a este profissional na verdade? Amigos, detalhes são também resultados. Os gestores pensando no bem-estar podem ajudar a acabar com certas falhas onde este funcionário perdeu a promoção. Flávia, é muito boa a sua maneira de pensar e agir. Lidar com pessoas é uma arte.
Postado por: Ronaldo - @@@@cantara@bol.com.br => em 04/09/2009 - IP: 200.222.65.81
o que me desmotiva é o nao reconhecimento, aquela tapinha nas costas:parabéns você foi ótimo, lógico dinheiro é bom para todo mundo, mas não é o essencial para seu bem estar profissional. O que falta hoje nas organizações é trabalhar o lado humano, que por mais que se fale de mudanças as ações dizem que continuamos na mesma.
Postado por: JOSEANE - @@@@elmont@hotmail.com => em 07/10/2009 - IP: 189.3.38.2
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Joseane, você falou uma grande verdade! Falta sim o lado humano nas organizações, pois pior do que ser tratado tão somente como um "recurso", é não ter uma identidade e ser reconhecido na empresa em que se está. Sabe que quando trabalhei na telefonica, meu email de trabalho era CR11111@telefonica etc (numero ficticio mas deu pra entender né?) ou seja, não tinhamos nome, apenas um número. Isso nos torna desmotivados e aí, quem tem mesmo coragem, faz como eu, pede a conta e segue adiante. É uma pena pra empresa que agindo assim, perde pessoas que seriam importantes para seu crescimento. Já a questão do reconhecimento, somente quando empresas perderem dinheiro por falta de trabalho especializado é que vão aprender. Mas não desista! Grande abraço!
Postado por Flavinha em 14/10/2009 |
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